quinta-feira, 1 de setembro de 2011

HELMUT NEWTON: WHITE WOMEN, SLEEPLESS NIGHTS, BIG NUDES

White Women, Sleepless Nights, Big Nudes é o titulo da nova exposição do trabalho de Helmut Newton, que inaugurou no passado dia 3 de Julho, no Museum of Fine Arts de Houston, no Texas. A mostra, patente ao público até 25 de Setembro, reúne fotografias dos primeiros três livros do notável fotógrafo alemão: White Women (publicado em 1976), Sleepless Nights (1978) e Big Nudes (1981). Foram estes livros que estabeleceram a reputação de Newton como um dos mais importantes fotógrafos do século XX.

Helmut Newton (1920-2004) manifestou desde muito cedo um forte interesse por fotografia. Durante a adolescência trabalhou com o famoso fotógrafo Yfa, em Berlim. Na década de 1940, abriu um estúdio de fotografia em Melburne e pouco tempo depois casou com a actriz June Brown, que também se tornou fotógrafa, usando o nome Alice Springs. Nos anos 60, o casal mudou-se para Monte Carlo e Helmut Newton começou a afirmar-se no mundo da moda, produzindo criativos e divertidos editoriais para as mais conceituadas revistas de moda inglesas, como a Vogue. Mas foi no início da década de 70 que Newton encontrou a estética que o tornou tão famoso. Os seus provocadores retratos de mulheres nuas - Newton adorava fotografar mulheres altas, de ombros largos e longas pernas - foram muitas vezes considerados escandalosos e perturbadores.
Newton revolucionou a fotografia de moda com as suas controversas imagens. O seu trabalho apareceu em várias publicações, desde a Vogue ao The New Yorker, e o seu nome ficou associado a vários designers, em especial a Yves Saint Laurent.

O seu mundo de imagens glamourosas era simultaneamente chocante e atraente” declarou Tom Ford ao International Herald Tribune, aquando da morte de Newton, em 2004. “A ideia de Tom Ford de uma mulher forte com maquilhagem, cabelo arranjado e saltos altos foi muito influenciada pela fotografia de Helmut, tal como a roupa de Saint Laurent”, afirmou Anna Wintour, editora-chefe da Vogue americana, acrescentando: “Procurámos sempre algo provocador, surpreendente e perverso em Helmut Newton”.

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